Compromissos

Nossos compromissos

Cada linha, uma escolha bem pensada. Nada está fora por acaso. Pensemos juntos!

Sem corantes artificiais

A cor de um cosmético raramente faz alguma coisa pela pele. Na maior parte da indústria, ela vem de corantes sintéticos derivados do alcatrão e do petróleo, ou do carmim, extraído da cochonilha, um inseto seco e moído. Alguns sintéticos, como a tartrazina (CI 19140), estão entre os corantes que mais provocam reações alérgicas e de intolerância. Aqui, a cor é a da própria matéria-prima: o dourado do açafrão, o tom de cada argila, o preto do carvão vegetal. Se a planta não tem cor, o produto também não tem.

Sem parabenos

Parabenos são conservantes sintéticos baratos e eficientes, usados há décadas para impedir que fungos e bactérias cresçam dentro dos frascos. Também são estudados pela possível ação sobre o sistema hormonal, porque imitam fracamente o estrogênio em testes de laboratório. Em 2014, a União Europeia proibiu cinco deles em cosméticos (isopropil, isobutil, fenil, benzil e pentilparabeno) e limitou a concentração de outros. Nós banimos todos. Conservar sem eles pede outras escolhas de formulação e mais cuidado em cada etapa. É esse o trabalho.

Sem perfumes artificiais

Na lista de ingredientes, a palavra “parfum” (ou “fragrance”) pode reunir dezenas de compostos que a marca não precisa nomear um a um. Entre eles podem estar fixadores como os ftalatos e almíscares sintéticos como a galaxolida, que em testes de laboratório bloqueou a ação do estrogênio. Esses almíscares saem pelo esgoto, escapam do tratamento e se acumulam em rios e peixes. Aqui, o cheiro vem dos óleos essenciais e das próprias plantas: onde há óleo essencial, há aromaterapia. Óleos essenciais também têm compostos que podem sensibilizar peles reativas, por isso indicamos sempre o teste de sensibilidade antes do primeiro uso.

Sem ftalatos

Ftalatos são plastificantes: deixam plásticos flexíveis e, na perfumaria, ajudam a fixar o aroma. Alguns são classificados na Europa como tóxicos para a reprodução, estão ligados a alterações hormonais e já foram proibidos em cosméticos por lá. Quando entram como parte da fragrância, não aparecem no rótulo: ficam escondidos junto com as essências, sob a palavra “parfum”. Um estudo que analisou 47 perfumes de marca encontrou ftalatos em todos eles. Aqui, nenhum.

Sem sulfatos

O lauril sulfato de sódio (SLS) e o lauril éter sulfato de sódio (SLES) são os tensoativos que fazem a espuma farta de xampus, sabonetes líquidos e cremes dentais. Limpam bem, mas levam junto a oleosidade natural que protege a pele e o couro cabeludo. O SLS é tão agressivo que a dermatologia o usa como padrão para provocar irritação em testes de contato. É o que costuma deixar a pele esticada, ressecada, ardida ou descamando. Nos xampus em barra, a limpeza vem de tensoativos suaves derivados do coco, com pH amigável ao couro cabeludo. A espuma é menor; o cuidado, maior.

Sem silicones

Silicones como a dimeticona e a ciclopentassiloxana são polímeros sintéticos, feitos a partir de quartzo fundido a quase 2.000 °C e de insumos de origem fóssil. Na pele e nos fios, formam uma película que dá deslize, brilho e toque liso imediatos. A sensação é de cuidado, mas a película só cobre: não traz os nutrientes de um óleo vegetal. Alguns, os silicones cíclicos D4, D5 e D6, quase não se degradam e se acumulam em organismos aquáticos, e a União Europeia já restringiu seu uso em cosméticos. Nos cabelos lavados com xampus suaves, silicones pesados tendem a se acumular com o tempo. Aqui, a maciez vem de óleos e manteigas vegetais.

Sem óleo mineral

Óleo mineral, parafina líquida e petrolato (a vaselina) são subprodutos do refino do petróleo. São baratos, estáveis e formam uma camada sobre a pele que reduz a perda de água, e é por isso que aparecem em tantos hidratantes e óleos de bebê. Mas param aí: não trazem ácidos graxos essenciais, vitaminas nem os compostos de uma planta, e vêm de um recurso fóssil e não renovável. Aqui, cada óleo vem de uma semente, de um fruto ou de uma flor, com tudo o que a planta tem a oferecer.

Sem formaldeído

O formaldeído é um conservante potente que ainda aparece em cosméticos, muitas vezes de forma indireta: por meio de conservantes que o liberam aos poucos dentro do frasco, como DMDM hidantoína, imidazolidinil ureia, diazolidinil ureia e quaternium-15. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, da Organização Mundial da Saúde, o classifica como cancerígeno para humanos, e ele está entre as substâncias que mais causam alergia de contato. Aqui não entra formaldeído nem conservante que o libere.

Sem PFAS

PFAS são compostos sintéticos de carbono e flúor, criados em laboratório em 1938, junto com o Teflon. São eles que deixam panelas antiaderentes, tecidos impermeáveis e, na cosmética, maquiagens à prova d’água e de longa duração. A ligação entre carbono e flúor é tão estável que quase não se desfaz, daí o apelido de “substâncias eternas”. Acumulam-se no sangue e no ambiente por anos, e a exposição está associada a problemas de tireoide, de fertilidade, de imunidade e a alguns tipos de câncer. O PFOA, um deles, é classificado como cancerígeno para humanos. Aqui, nenhum.

Sem microplásticos

Microplásticos são partículas de plástico menores que 5 mm. Em cosméticos, aparecem como microesferas esfoliantes, glitter e polímeros adicionados a cremes e maquiagens. Parte delas escapa das estações de tratamento e chega aos rios e ao mar, onde é engolida por peixes e frutos do mar, e volta para nós pela comida e pela água. Em 2022, pesquisadores encontraram microplásticos no sangue de 17 de 22 pessoas testadas. Em 2024, um estudo observou que pessoas com plástico nas placas das artérias tiveram mais infartos, AVCs e mortes. A União Europeia começou a proibi-los em cosméticos em 2023. Aqui, nunca entraram.

Vegano

Muitos cosméticos dependem de animais: cera de abelha nos bálsamos, lanolina da lã de ovelha, colágeno e queratina de origem animal, carmim de insetos, mel, leite. Para cada um existe uma alternativa vegetal, e é com ela que formulamos: ceras vegetais, manteigas, queratina vegetal. Fazer um bálsamo firme sem cera de abelha dá mais trabalho, e é exatamente por isso que fazemos. Nada de origem animal. Deixemos os bichos em paz.

Não testado em animais

Testes em animais para cosméticos submetem coelhos, camundongos e porquinhos-da-índia a irritação nos olhos e na pele, entre outros procedimentos. Hoje existem métodos alternativos, como a pele reconstruída em laboratório. A União Europeia proibiu esses testes em 2009 e a venda de cosméticos testados em animais em 2013. Nenhum produto da Apotecária é testado em animais. Nunca. Não precisamos de leis proibitivas para sermos humanos.

Feito à mão

Cada produto da Apotecária passa pelas mãos de quem formula: pesar cada matéria-prima, aquecer, macerar, misturar, envasar, rotular. Sem linha de produção automatizada. Isso permite acompanhar cada etapa, ajustar uma fórmula quando a matéria-prima muda e saber exatamente o que entrou em cada frasco. É mais lento. É o nosso jeito.

Sem corantes artificiais. Sem parabenos. Sem sulfatos.

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